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Abrigos

Shelters
 

A série Abrigos (1998) é composta por oito armários hospitalares — estruturas metálicas pintadas de branco, com portas de vidro — medindo cerca de dois metros de altura, cinquenta centímetros de largura e quarenta de profundidade, distribuídos pelo espaço expositivo.

 

No interior de cada um instaura-se uma proposição de ação a ser desempenhada pelo fruidor: observar por diferentes ângulos, aproximar-se, contornar ou mesmo penetrar o estreito compartimento. O dispositivo convida à aproximação, mas também à contenção.

 

Em alguns casos, um ocupante pode ser encontrado. O que faz? Sempre ações para nada — gestos suspensos de finalidade, mínimos, reiterados.

 

Por vezes, oferecem-se vestígios de memória: fotografias, objetos, sobreposições de imagens — fragmentos que insinuam narrativas possíveis, nunca plenamente reveladas.

The series Shelters (1998) is composed of eight hospital wardrobes—metal structures painted white, with glass doors—measuring approximately two meters in height, fifty centimeters in width, and forty in depth, distributed throughout the exhibition space.

 

Inside each, a proposition for action is established for the viewer: to observe from different angles, approach, circle around, or even enter the narrow compartment. The device invites proximity, but also containment.

 

In some cases, an occupant may be found. What do they do? Always actions for nothing—gestures suspended from purpose, minimal and reiterated.

 

At times, traces of memory are offered: photographs, objects, superimposed images—fragments that suggest possible narratives, never fully revealed.

Criação

[Conception]

Adriano Guimarães, Fernando Guimarães

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Fotografia

[Photography]

Dalton Camargos, Ricardo Junqueira

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