top of page

Ar

Air
 

Ar (2011) foi realizado na fachada do prédio do Oi Futuro — Ipanema, convertendo a arquitetura do espaço em superfície provisória de inscrição e pensamento. Sobre o edifício, frases foram projetadas em sequência, compondo um fluxo descontínuo de enunciados que atravessavam arte, linguagem e experiência.

 

Entre elas: “impor novas aberturas contra velhas superfícies”; “A linguagem é mais eficientemente empregada quando é mal empregada”; “Sou mais a palavra com febre, decaída, fodida, na sarjeta”; “A vida é irrepresentável”; “O processo de criar o acaso pode ser tão planejado e deliberado quanto você quiser”; “Em vez de criar uma imagem ou ocorrência objetiva para ser vista por outra pessoa, a questão era fazer algo que pudesse ser experimentado por você mesmo.”

 

Deslocadas de seus contextos originais e reinscritas no espaço urbano, as citações instauravam um campo de fricção entre palavra e cidade, pensamento e paisagem, visibilidade e experiência.

 

Os enunciados pertencem a Gordon Matta-Clark, Samuel Beckett, Manoel de Barros, Manoel de Oliveira, Gerhard Richter e Allan Kaprow — vozes distintas que, projetadas no ar, compunham uma constelação provisória de afinidades poéticas e conceituais.

Air (2011) was presented on the façade of the Oi Futuro building — Ipanema, transforming the architecture into a temporary surface for inscription and reflection. Across the structure, a sequence of projected sentences unfolded, forming a discontinuous flow of statements that traversed art, language, and experience.

 

Among them: “to impose new openings against old surfaces”; “Language is most efficiently employed when it is misemployed”; “I prefer the word feverish, decayed, fucked, in the gutter”; “Life is unrepresentable”; “The process of creating chance can be as planned and deliberate as you wish”; “Instead of creating an image or objective occurrence to be viewed by someone else, the question was to make something that could be experienced by yourself."

 

Displaced from their original contexts and reinscribed within the urban landscape, these citations generated a field of friction between word and city, thought and environment, visibility and experience.

 

The statements are drawn from Gordon Matta-Clark, Samuel Beckett, Manoel de Barros, Manoel de Oliveira, Gerhard Richter, and Allan Kaprow — distinct voices that, projected into the air, formed a provisional constellation of poetic and conceptual affinities.

Criação

[Conception]

Adriano Guimarães, Fernando Guimarães

 

Textos

[Texts]
Frases extraídas de entrevistas e escritos de [Quotes extracted from interviews and writings by] Gordon Matta-Clark, Samuel Beckett, Manoel de Barros, Manoel de Oliveira, Gerhard Richter, Allan Kaprow

Edição e finalização

[Editing and finishing]
Pedro Bedê Scheufer

bottom of page