



Nada - Arranjos para assobio - Ato II
Nada – Arranjos para assobio – Ato II (2012) deu continuidade ao Ato I do Projeto Nada, ampliando suas investigações para o público infantil e juvenil. Realizado na Caixa de Vidro e no Teatro II do Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília/DF, o projeto desenvolveu atividades que articularam poesia, música, teatro e artes visuais a partir do universo de Manoel de Barros.
Mantendo o eixo conceitual da relação entre palavra e imagem, o Ato II deslocou a ênfase para a experiência lúdica e formativa, promovendo cantigas de roda, contações de histórias e oficinas práticas que estimularam a imaginação, a escuta e a experimentação artística.
Cantigas de roda
Brincadeiras e cantigas das antigas
Com o Grupo Pé de Cerrado — Pablo Ravi, Fernando Rodrigues e Bruno Ribeiro.
Por meio de cantigas de roda e brincadeiras populares, a atividade estimulou a interatividade, a imaginação e a musicalidade dos participantes, resgatando práticas tradicionais como experiências coletivas de criação.
Contações de histórias
Exercício de ser criança: brincando de imaginar histórias
Com o Grupo Era Uma Vez — Ana Clara Mendes e Isabela Léda.
A atividade propôs uma imersão imaginativa nos poemas de Manoel de Barros. Ao realizar “peraltagens com as palavras”, os participantes escutaram, interagiram e experimentaram a literatura como jogo e invenção.
Oficinas
Manoel de Barros em poesia visual
Com Elisa Matos.
A oficina partiu da leitura de textos de Manoel de Barros e propôs a experimentação da transformação do texto em imagem, tomando como referência a poesia visual de Stéphane Mallarmé e Guillaume Apollinaire, entre outros. Os participantes exploraram a visualidade da palavra como campo de criação.
Reciclagem musical: do papel à flauta
Com Rogério Pereira.
A oficina promoveu a transformação de panfletos, revistas e jornais usados em flautas afinadas, utilizando apenas papel, água e cola, articulando experimentação sonora e consciência material.
Ceninhas para passarinho à toa
Com Mariana Gopfert.
A partir das poesias de Manoel de Barros, os participantes manipularam objetos, figurinos e instrumentos para a construção de pequenas cenas, explorando teatralidade, imaginação e composição coletiva.
Antes da Sala Escura
Com João Angelini.
A oficina proporcionou a experimentação da construção de imagens em movimento por meio de processos artesanais, introduzindo princípios do cinema de maneira prática e sensível.